terça-feira, 8 de agosto de 2017

Conhecendo a luz do dia

Estar na caverna é ficar na zona de conforto, é contentar-se com o mundo conhecido. Ultrapassar as limitações de nossas vivências e crenças, avançar em relação ao senso comum, exige uma curiosidade filosófica. Esta, por sua vez, nos leva a indagar sobre o que há para além daquilo que se apresenta como "realidade". É somente a partir da compreensão de que tudo que vemos e sabemos (?!) foi conformado a partir de construções sociais que poderemos expandir nossa compreensão sobre o estado das coisas.
Esta atitude filosófica deve permear todas as relações sociais e institucionais. Entretanto, ela não ocorre do dia para noite, faz-se necessária uma educação libertária, que permita o desenvolvimento de um raciocínio questionador. Neste sentido, a instituição escolar deve possibilitar aos seus alunos o contato com outras possibilidades de compreender a vida, que o estimulem a sair da "caverna", da escuridão da ausência de conhecimento. Para tanto, a figura de um professor questionador e que se posiciona criticamente é fundamental. Tal postura configura-se em um convite para um passeio à luz do dia. 

[Tarefa de Pedagogia - Psicologia da Educação]

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Dizem que eu cresci. Dizem "faça isso, faça aquilo" e "se comporte dessa e dessa maneira porque agora és uma adulta";
Jamais imaginei nos meus sonhos juvenis de liberdade que a vida adulta viria repleta de responsabilidade [entendo por responsabilidade: noções socialmente construídas que demarcam a forma como devem ser interpretadas as fases da vida e a maneira como devem ser vividas]:
trabalhe - namore - case - compre uma casa - tenha um carro - tenha coisas materiais pelas quais seus inimigos irão lhe invejar - tenha filhos - matricule-os em uma escola/faculdade particular - trabalhe mais [e assim sucessivamente, porque sempre haverá um novo elemento de distinção a surgir...]
Parece que sempre há uma voz nos dizendo o que fazer e como nos comportar.

Não sabemos mais o tempo; não desfrutamos mais do nosso tempo.
Reproduzimos sistemas sem questionar sua origem.
E assim, se não resistirmos, seguiremos com a culpa de fazer aquilo que esperam que façamos.