quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

sobre a brevidade do tempo

ontem ela estava aqui. 
hoje já não está mais. 

e a brevidade do tempo me assusta!

ontem ela estava ali, ao alcance das mãos, dos beijos, dos abraços. hoje não mais. nem nossas lágrimas poderão alcançá-la. nunca mais. 

e eu que eu posso fazer? 

e eu digo palavras bonitas, tentando dar algum conforto para quem amo, porque sinto muito por quem sente ainda mais. digo que são os planos de deus, que é o destino ou qualquer coisa assim, meio metafísica. meia dúzia de palavras vazias que nem eu mesma posso acreditar. o que eu realmente posso fazer é distribuir abraços, porque é a única coisa sincera que posso lhes dar nesse momento em que o pranto é público e a dor quase física. porque dói a ausência, porque amanhã irá doer muito sentar à mesa que já foi para quatro pessoas e agora somente três. porque dói muito imaginar o tempo que havia pela frente e que agora jamais será.

(...)

as nuvens choram e molham meu rosto.

[texto desconexo demais, mas é que os sentimentos estão todos desconexos mesmo. acho que ninguém sabe muito bem lidar com a morte.]