domingo, 29 de setembro de 2013

sobre sentimentos e ideias desconexas

hoje procurei pela casa o que sobrou. e eu não tinha uma carta, um bilhete, uma foto rasgada ou algo seu. encontrei apenas um casaco no guarda-roupas, que você me deu no dia em que pensei que iria me pedir em casamento. e o resto? onde foi parar? eu sei que, nesse sentido, sou toda culpa, porque tenho o hábito de jogar fora o que faz me lembrar ex-relacionamentos. mas hoje eu queria lembrar, quero muito lembrar, porque senti saudade e não tinha nada. é como se, quando coloquei as cartas, bilhetes e fotografias para reciclar, tivesse me desfeito de um pedaço da minha memória. e hoje são só lembranças soltas, umas canções e a vontade de reviver, porque eu faria tudo, tudo exatamente igual, por não me arrepender. 

essa semana eu tenho pensado muito em você, porque diversos assuntos do meu cotidiano tem lhe feito referência. dia desses, enquanto conversava com uma colega, falávamos sobre como o fato de amar alguém em específico nos impede de nos abrirmos novamente para o amor, e como isso pode vir a machucar outras pessoas. e na mesma semana fui parcialmente pedida em namoro. e eu queria, juro que queria! há quanto tempo não estamos mais juntos?! eu queria começar algo novo, com alguém novo e renovar meus sorrisos e alegrias. e enquanto, possivelmente, estava machucando alguém com um sonoro "não", pensei em você. sei que agora, depois de tanto tempo, somos pessoas diferentes e talvez nossos caminhos não se cruzem outra vez, mas eu pensei em você. é que você vive aqui, em algum canto, calado. 

e eu quis saber de você e eu quero saber sobre você, de você, porque eu me importo, porque eu tenho carinho, porque eu ainda sinto amor. e eu desejo coisas boas. e eu desejo cores. e eu desejo sorrisos. porque a vida ainda pode ser leve. e porque daqui eu planejo sua vida e nesses planos ela é tão linda, porque você é uma pessoa linda, por dentro e por fora, e merece coisas igualmente lindas.

sinto saudade do seu humor, da foma como me chamava de bobinha e de como me apertava, quando estava especialmente me amando. sinto falta dos quadrinhos, dos filmes e das músicas clássicas, que acabei perdendo o hábito de ouvir na sua ausência. sinto falta da sua cultura pura e de como me ensinava as coisas que ainda não sabia. sinto falta de estar entre os seus e de como cuidavam de mim. sinto falta do amor deles. sinto falta do seu amor e de como o demonstrava fazendo comidinhas na madrugada.

as últimas vezes que nos vimos eu senti frio na barriga, confesso. e tentei não demonstrar enquanto contava sobre minha vida, supervalorizando o que me acontecia em uma tentativa frustada de parecer melhor sem você. como você mesmo dizia, sou uma grande mentirosinha! 


domingo, 22 de setembro de 2013

"ele era lindo por dentro e por fora, de uma beleza diferente, que os meus olhos não conseguiram suportar" AFBV

terça-feira, 10 de setembro de 2013

é tão mais fácil desistir. calçar um bom tênis de corrida e fugir pra direção oposta. é tão fácil desistir de viver o presente pelo medo do futuro que pode até mesmo não vir a ser. é fácil desviar o olhar e dissimular os sentimentos. mas eu quero pular de ponta, mesmo sem saber nadar muito bem. me dá a sua mão pra eu não afogar?!

domingo, 1 de setembro de 2013