segunda-feira, 29 de julho de 2013

será que você esteve mesmo aqui ou foi só um sonho bom, daqueles que a gente não quer acordar? eu fico confusa sobre o que sinto e sobre o que sei, porque ontem você estava aqui, tão perto e ouvindo eu falar apaixonadamente sobre as coisas pelas quais acredito, e depois tive que dizer adeus. e faz pouco tempo desde a última vez que ouvi sua voz e sua maneira toda própria de me ensinar como a vida pode ser, mas eu tenho medo. eu não quero esquecer o seu rosto, nem o resto. quero lembrar de você sorrindo e sorrir, da mesma maneira como estou fazendo agora enquanto escrevo. 

você me arranca sorrisos à distância e quem me vê pelas ruas acha que sou louca quando pronuncio baixinho a frase "véia, não faça isso!" e gargalho demoradamente após proferi-la!

domingo, 28 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

eu achava que já tinha até perdido no meio de minhas bagunças acadêmicas ou emprestado para alguém que não me devolveu. foram tantas provas a utilizando como sinal de boa sorte. boa sorte desejada por você, quando me deu de presente aquela caneta. era quase um amuleto. meu amuleto. e eu passei em todas as provas. estranha coincidência, não? você também (eu também te dei uma caneta no dia que te levei pra aquele teste, lembra?). passaram as provas, e o tempo. e ela ficou ali, guardada no porta canetas, do armário da sala. não sei por quanto tempo. sem trazer sorte, e talvez até azar.
mas hoje ele precisava de uma caneta para preencher o tique da passagem de ônibus. ele vai e vem, e sempre vem. e é bem por isso que eu expliquei onde ficam as coisas quando pedi para que ficasse à vontade na minha casa e na minha vida. maldita caneta escolhida! era com a sua caneta que ele iria escrever a data e a hora de ir e voltar. era a caneta de uma história que pode ter sido com você e que agora será com alguém que a usava para escrever uma nova história: a minha, com ele. 

[devaneio besta, relevem!]

quarta-feira, 3 de julho de 2013

feliz dois anos

esse ano eu não comprei bolo, logo não assoprei as velas. esse ano não fazia mais sentido comemorar só para poder fazer um pedido quando apagasse a velinha. o pedido sempre era o mesmo: paz. sempre o coloquei num plano genérico, para não te superestimar. e pedir para esquecê-lo seria um pedido mentiroso. acho que não fica bem mentir num momento tão sério quanto as projeções de futuro para o próximo ano que começa ali, quando a chama se apaga. eu nunca quis esquecê-lo. do contrário: sempre quis continuar lembrando das coisas boas e felizes, para manter uma pontinha de sorriso no rosto enquanto rememoro em silêncio e quem estiver olhando se perguntar o que me faz sorrir assim, do nada. 
quando pedi paz foi tentando consumir com aquele sentimento que me angustiava o peito de porquês e de culpados, aquela inquietação que me tirava o sono, que, quando vinha, vinha acompanhado de sonhos ruins e aquele andar sempre em frente sem porquê, nem pra quem. eu só queria me sentir plena outra vez, porque nós dois éramos dois, depois um, que virou duas metades. e eu não sei viver de metade, nem de futuro. e a paz que eu pedia não era uma bandeira branca que simbolizaria o fim das nossas brigas, birras e mágoas, e sim sentir-me completa sem você, que já foi minha metade. ou mais. 
e eu já tinha quase esquecido disso tudo, me peguei, justamente hoje, falando sobre você. e há quanto tempo eu não falava sobre você! só aí eu percebi o dia de hoje e a paz que eu já tinha encontrado, porque me sinto leve. e se hoje comemoro é num sentido feliz, diferente do lacrimejoso aniversário anterior. sabe aquele sorriso de cantinho de boca que comentei ali em cima? é assim que rememoro agora.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

e por ver problema
em amar várias pessoas
ao mesmo tempo,


cada dia amo uma.