quarta-feira, 31 de outubro de 2012

for no one

é que já faz um tempão. e já deu pra curar e abrir a ferida diversas vezes. aprender uma porção coisas e errar em tantas outras. e nesse meio tempo, viver pulando de ponta, querendo tudo de novo, só pra sentir o frio na barriga e as pernas tremendo. arriscando o tempo todo para lembrar, minimamente, aquele amorzinho puro da adolescência. e mesmo ainda estando no início da vida, acho que a velhice se aproxima: não sei mais escrever cartas de amor, nem músicas de presente em aniversários de namoro. nem levar pra passear e chamar com apelidos idiotas que só os mais apaixonados conseguem inventar. é que já faz um tempão e eu sofro por antecipação. quero pegar na mão, chamar de meu sem conotação possessiva e mostrar o mundo. eu, que já vivo às gargalhadas, quero rir até doer a barriga, por uma bobeira qualquer, só pelo prazer de estar junto. eu quero o amor puro, daqueles de filme da sessão da tarde, daqueles que falam do primeiro beijo ou de casinhas na árvore...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

você não estava...

na tua vez eu tava lá. talvez tão ansiosa quanto você. talvez até mais. era o teu futuro, que era o meu. e eu peguei na tua mão, te ensinei algumas regras de português e fiz figas com todos os dedos para que seus sonhos virassem pontinha de realidade. e viraram. e eu vibrei. e te abracei. e fiquei feliz por você. feliz por ver você sorrir um sorriso contente, de realização.
e hoje foi a minha vez. e não tinha você ali para estar ansioso comigo, segurando minha mão, que suava. você não estava ali pra dizer que dará tudo certo e que eu não preciso me preocupar. você não estava ali pra fazer parte do meu futuro, que um dia já foi teu.

e tudo é mais difícil quando você não está perto.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

e já faz tempo que eu venho pensando escrever. devo ter uns sete projetos de texto que eu queria colocar no "papel". queria escrever pra falar dessa ambiguidade que me toma o peito e me faz sair de madrugada correndo, do que eu quero e não posso, do que eu posso e não quero. e eu cogito te ligar pra saber como foi o dia e se, mesmo no finzinho da noite, após o trabalho, ainda existe a possibilidade de nos vermos. e eu quero te convidar pra sair, te chamar pra gostar das coisas que eu gosto e de mim. te levar pela mão pra mostrar as cores pelas minhas lentes. e ao mesmo tempo, te quero longe. é mais que não haver tempo. é medo de voltar a amar. 

e se eu paro,
penso,
é só confusão.