quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O encontro da Mulher Maravilha e do Super Homem na hora do almoço


"Bom dia Mulher Maravilha, muito bom dia Super Homem ( mesmo sabendo que você não é um coxinha chato como ele, mas seus atos são desse herói).
Muito bom dia!!! aqui olhando o rastro de luz que penetra pela janela, ao som de uma canção com meldia tristonha, mas que fala sobre esperança, lembrei-me de vocês.
A Mulher Maravilha como estou orgulhosa de você, de como conseguiu se livrar de um visgo que a impedia de ir em frente, esse orgulho, essa prisão de segurança maxima da qual se libertou só trará felicidade essa liberdade.
Não pretendo ser invasiva, mas eu precisava tornar público o que de mais nobre guardamos em nós orgulho alheio, felicidade pelo outro.
Você mulher de superpoderes, deixou as armas de lado e foi viver feliz, tomar nescau, comer pãozinho de manhã, bacon, o mais importante não tornou essa missão solitária.
Fico tão feliz como se tivesse chegado o dia da formatura, como se sorvesse uma belo copo de wisk que tanto aprecio, como se tivesse comendo uma coxinha bem grachenta!!!!
Amada, amável, que belo encontro esse seu com o homem da capa vermelha.
Acho que nunca conheci um super herói que tanto fizesse por alguém.
Desejo a vocês bons dias!!!! Muitos Bons dias!!! ao som de bela música, beijos com sorrisos e muiiiiiiito bacon e molho inglês.
Você mostrou para todos aqueles que protege que a grande arma contra o mal, é viver, simplismente deixar viver.

Congratulo ambos, tão machucados e hoje tão felizes!!!
Muitos almoços, cafás da manhã, filmes, chocolates, vinhos e canções de bom dia!!!
Um imenso beijo de todo coração de quem orgullha-se cada dia mais de sua força e suas batalhas!

domingo, 25 de setembro de 2011

O texto sem fim (rabbit ears don't work)

Sentar no meio fio, abrir uma Stella, rir do vidro meio aberto e do bebê no banco de trás.
Dedo mínimo como um gancho, meu sorriso meio torto.
Dia chuvoso com olhar paralisante, calça soltando tinta no tênis.
Desencontros virtuais, encontros bem reais.
Mesas de plástico amarelas, ex-Lucky Strike preto.
Escolher a playlist do bar, marcador permanente no guarda-roupas.
Ramona Flowers, Once, tudo perdido na tradução.
Rir da cara do segurança, lamber pratos.
Jóia de plástico, dança de loja nas barrigas das bonecas.
Papel de presente com meu nome colado.
(...) no bolso de fora da mochila, perder o controle do portão.
-Linha dedicada somente ao bacon.
Espalhar cabelo pela sua casa, riscar minha camiseta.
Bom dia, fita no cabelo, nescau aditivado.
Molho inglês, cheiro de comida e Janta no áudio
Corda de guitarra no braço, vanguart não me lembra mais uma banda.
(...) com a mãe, video-conferência com a outra.
Ciúme de irmã, (...), botton narcisista.
Medo de altura, Scott Pilgrim e bolacha (...).
Seu óculos vermelho, macarrão e Anita Paçoca.
Cabo de rede quebrado, a  pinta (...), (...) cheiro duvidoso.
Carregador trocado,puxada na barba, black bird.
Show de quem? aprender a jogar (...).
Meio exato da passarela, máquina de dança e Felipe Massa.
Outra fita no cabelo, chá (...) e feriado.
Bicicleta de andar e bicicleta de olhar, essa ninguém vai entender.
Sebo, Jazz, lavar a louça e comer de novo.
(...) no bolso, mini papel de presente na parede.
Colagem na gaveta, jogar fora a caneca, comprar pirulito.
Conversa (...), sapato (...) e perder (...).
Sofá amarelo, Dire Straits na parede e alho no molho.
Eu não gosto de salsinha.
Papel de parede no celular, Tela da Jú, 1984.
Adolf, mimimice. gudi mornin! rau ar iu?
MMS na aula, colocar cordas novas, Black Star de manhã.
R.u, perseguição de guarda-chuvas, nomes estranhos.
Quase torrada com manteiga ( desculpe por essa).
Aquela branca sem fundo, subir escadas.
O "X" na parede de entrada, a madeira na porta,
Ah, e o prendedor no interfone!
Um mickey na parede, o do dia 31, prender os capacetes.
Tirar o lixo (...), Seven, erguer (...).
Perseguição (...), riso baixo (...).
Muros, sustos, graxa, Radiohead, Wilco e tipinho.
Orgulho mútuo, os copas do desenho, o quarto espinho.
O número 9, saia de bolinhas, jaqueta curta azul.
Telefonemas inesperados, (f)  código Morse particular.
Contar sonhos, desenha-me um carneiro?
Nós dançamos, Canção pra você ir, ninguém sabe ler na vertical.
Derrubar água no notebook, Barbarella e chocolate.
Ponta dos dedos, V de vingança feminina.
Orelhas de coelho não funcionam.
E eu não paro de escrever, pois os segundos nunca acabam
E os detalhes também não.
Nunca acabam.

sábado, 24 de setembro de 2011

pra você guardei o amor...

eu ainda me protejo de você. você sabe bem os motivos. mas confesso que estou deixando minha guarda aberta. eu vou com cuidado, meu bem, porque a hora que eu te amar, será com todos os meus ossos. e eu te digo: o meu amor não acaba, ele só morre se for assassinado.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

canção pra você ir

quando eu escrever uma canção pra você ir,
será somente por não poder adiar.
quando eu escrever uma canção pra você ir,
será porque não posso mais acompanhar seus passos, mais rápidos que os meus.
quando eu escrever uma canção pra você ir,
lembre-se de pegar a chave e o celular, a carteira e os documentos.
quando eu escrever uma canção pra você ir,
não esqueça de observar se está levando tudo que precisa pra si.
quando eu escrever uma canção pra você ir,
quero que se sinta livre e que não se prenda por mim.
mas quando eu escrever uma canção pra você voltar,
não esqueça de lembrar de todas as canções que te escrevi.

da canção que toquei pra ninar,
da canção que cantei pra acordar
e das que juntos dançamos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

nós dançamos

"O que eu quero brilha de longe e ativa todos os meus sentidos com uma simples palavra.
Me faz levantar pela manhã e me protege do que eu quero.
O que eu quero me protege do que eu quero.
É simples assim, ação cria outras ações, ou Molko estaria errado?
A queda de 88 vai se repetir, isso é óbvio, é só olhar.
Armas em punho baby, mas olhe bem, não estamos duelando.
Qual é a questão aqui? 3 linhas douradas no filtro fazem a diferença?
Vocês irão ler e não irão ver, principalmente essa parte, é lógico demais.
Precisa-se recuar um pouco a cadeira para ver mais de uma vez.
Nunca se perguntou o que mantêm eles grudados?
Estariam todos passeando pelo sétimo circulo?
Se prestar atenção você encontra um mundo, bem aos seus pés.
É quase como a música V-X-VI
Sempre falando sem precisar abrir a boca.
E eles sempre tentando ouvir só com os ouvidos..." 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

funeral

e hoje, pela primeira vez em dias, eu me perguntei o que teria acontecido com você. e eu acho que você morreu.

Oswaldo Montenegro falando por mim


Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.