quarta-feira, 25 de maio de 2011

começando do começo

do zero de novo no dia dezoito.

definitivamente, o zero não é o meu número favorito.
não poderia ser 832.136.598.146.589.236.485.763.867 dias?

brincando de faz de conta

faz de conta que isso não tá acontecendo...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

eu quero paz

- Ai, Ana, to tão cansada! (
- Nossa, menina, nem me fale! A universidade tá foda pra caralho esse ano!
- Não, não to falando disso.
- Ué! Então tá falando de que?
- Não é nada, não. Eu só estou cansada...
- Como assim "não é nada"? Tá acontecendo alguma coisa que eu não estou sabendo?
- Ah, você sabe, Ana. Tá acontecendo o de sempre...
Silêncio.
- Olha, eu já falei pra você o que eu penso a respeito disso.
- Mas veja bem, Ana...
- Espera aí! Deixa eu terminar: eu sei que pra quem olha de fora as coisas parecem fáceis, mesmo quando não são. Mas eu acho que você deveria tomar uma atitude. Sei lá. Sair fora de uma vez.
- Mas, Ana, não é um simples namoro. É bem mais que isso. É uma relação de dependência, o que é pior.
- Você tem que ser feliz sozinha, menina!
- Eu sei de tudo isso, Ana. Quantas vezes já não conversamos sobre isso? Só que você lembra o que aconteceu da última vez, não lembra?
- Eu sei, você ficou doente.
- Então...?
- Eu te entendo perfeitamente. De verdade. Só não entendo uma coisa: será que vale a pena?
Silêncio.
- Será que vale a pena você construir sonhos na lama? Porque a gente sabe, né? Que por mais que a terra pareça seca, um dia, nem que demore, a chuva vem. Tudo vira lama outra vez.
- Você acha que eu já não pensei nisso? Às vezes eu sinto como se estivesse sozinha ou, pior, como se eu fizesse tudo em dobro. Acho que é por isso que estou tão cansada.
- Pois é. Você faz tudo por ele, pelo menos é o que quem tá de fora vê. É como se você o carregasse nas costas. Ou mais: como se você fosse a mãe ou uma simples amiga dele, menos namorada. É como se ele quisesse correr na direção oposta - e é o que ele quer - e você ficasse ali o tempo todo apertando o freio. Sim, eu no seu lugar também estaria cansada. Mas o que você pretende fazer.
- Eu queria mesmo era chorar. Encher a cara de uma bebida forte e chorar. Mas eu não consigo. Já faz tanto tempo que isso vem se repetindo que já nem dói mais. Digo, dói, mas dói bem menos. E, assim, eu to perdendo a admiração, o que é um grande problema.
- Nem vou entrar nesse mérito, porque isso nós já discutimos esses dias mesmo. Lembra?
- Claro que lembro e lembro também que nossas opiniões são praticamente iguais a esse respeito.
- Viu, já são quase 13:30. Tenho que ir trabalhar. Mas antes me conte uma coisa: o que você vai fazer?
- Eu não sei ainda o que vou fazer. Eu só queria que a vida fosse suave para mim... Tudo o que eu quero é ter paz e tranquilidade.