segunda-feira, 29 de março de 2010

Último Cigarro

Hoje, quando cheguei em casa, fumei um cigarro para lembrar do seu gosto. Fiz todo o ritual: retirei uma unidade da carteira e apreciei o aroma, risquei o fósforo e o cheiro da pólvora tomou conta da casa. Depois acendi rapidamente o cigarro antes que a chama do palito ferisse meus dedos. Então, traguei seu gosto, sua boca e, ao respirar a fumaça, sentia seu cheiro. Era o que tenho de você em mim, em lembranças, materializado naquele cigarro. Eu estava nervosa, bastante nervosa na verdade, e, aos poucos, sentada no sofá de couro, eu respirava você, que me acalmava. Então, já mais serena, comecei a recordar você em mim...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Postais, Babies

"Passei a não levar o meu olhar em conta aqui
Por vezes tenho andado preso e esqueço aonde estou
O espelho reflete mais do que se possa imaginar
Me lembre de contar do medo que deixei pra trás
E vejo (...) o tempo seco sem calor
O jogo melhor é o ás, já não entendo pra blefar
Já não me importo mais para o que os outros vão falar
(...)"

quinta-feira, 25 de março de 2010

Deixar de envolver-se politicamente é entregar a faca e o queijo nas mãos da "oposição".

quarta-feira, 24 de março de 2010

Diabo Traficante

"(...)
Vai brincando com a gente feito besta
Mastigando o capim que ele nos dá
Sua parte é vir com a sela e o cabresto
Nossa parte é deixar ele montar."
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Rodrigo Pietrobelli

terça-feira, 23 de março de 2010

Despedir-se, de vez, das coisas velhas é uma coisa bastante interessante: traz o novo.
Ontem, quando me vi cansada de viver o presente pelo passado e me despedi, com adeus, muitas coisas mudaram. Parece estranho que, em pouco tempo, tenha acontecido alguma coisa diferente, mas você querer mudar gera mudanças. Quando você quer muito determinada coisa você consegue. E eu, eu quero mais!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Despedida com adeus, pra sempre

Fiz uma trouxa bem grande e me despedi dos antigos conhecidos. Pra onde eu vou, só há espaço para o novo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ontem:
"Para uma garota de pés no chão, mas que quer voar...
Pelas notas de suas músicas, me fez enchergar."

quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma última consideração sobre o acidente:
quando não se tem saúde física para sair, quando não se pode dar carona às pessoas para festas e quando não se tem rostinho de boneca, as pessoas somem.
Pessoas que estão com você pelo que você pode ter e/ou representar, desconsiderando o que se pode ser, merecem desprezo.
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Fato.
Quanto a mim, que ninguém me conheça e que eu conheça tudo.

Black Star - Radiohead

Agora que não penso mais em você
Tenho que me esforçar
Pra não desmaiar
Quando vejo um rosto como o seu.

Culpe a estrela negra, culpe o céu que cai, culpe o satélite que me guia para casa.

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rindo à toa

Há alguns dias, tem quase três meses, me peguei rindo à toa. Achei divertido, mas não procurei saber porquê. Estranhamente, esta tendência de rir à toa tem aumentado: ontem, quando eu estava voltando do supermercado, cheia de sacolas - o que deixaria qualquer um, no mínimo, cansado -, eu ri outra vez, ali, na rua, sozinha com as sacolas de compras. Quando cheguei em casa, fui tomar um copo de suco e derrubei o copo no chão: ri. Quebrei minha flauta de cerâmica: ri. Tudo o que, normalmente, me deixaria furiosa tem me feito rir. É estranho, mas é bom. Por isso, resolvi parar um pouco e entender o porquê de tanto riso, quando, em outros tempos, seria choro. Não há porquê eu não rir. Minha vida atual é a realização dos meus maiores sonhos juvenis: faço faculdade, tenho minha própria casa e responsabilidades, tenho um bom emprego e bons amigos, tenho saúde, amo minha família (que é muito feliz!) e voltei a escrever.
É claro que nem todo dia só acontecem coisas boas, mas devemos procurar encarar as dificuldades com bom-humor e rir, mesmo que seja à toa.
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Quando estava terminando de escrever este post, descobri que rio à toa porque sou feliz. Viva e feliz!

domingo, 14 de março de 2010

Dedo podre.

Hoje cheguei à conclusão que eu gosto de pseudo-intelectuais, revolucionários sem causa, anarquistas de nike e socialistas que traem o movimento. Se você não se encaixa em nenhum dos grupos acima, por favor, não aproxime-se.

Amanhã ou depois

Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse o nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
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Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais...
Nunca mais.
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Deixamos de sentir o que a gente sentia
E que trazia cor ao nosso dia-a-dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre os nossos dedos
A chance de manter unida as nossas vidas.
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Composição: Thedy Corrêa.

sábado, 13 de março de 2010

"Eu não posso entender essa vida tão injusta, não vou fingir que já parou de doer, mas um dia isso vai se acabar."
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Sangue alheio nas minhas veias: Nando Reis, Meu Aniversário.
Hoje é comemorada a festa da maçã.
Hoje resolvi ficar em casa e não comer maçã.
Hoje parei para pensar sobre os últimos tempos.
Hoje percebi que minhas mãos estão vazias.

Hoje tem um ano desde a última pêra d'água...

quarta-feira, 10 de março de 2010

(...) me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração
Você pode descançar de mim, enquanto nosso sol de setembro não volta a brilhar, afinal, eu não sou mais quem costumava ser.
A menininha que apareceu no seu caminho e encontrou algo pelo qual não estava procurando, tanto um começo quanto um fim, agora vive dentro de alguém que não reconhece, quando por acidente vê seu próprio reflexo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Bão Balalão
Senhor Capitão
Tirai este peso
Do meu coração

Não é de tristeza,
Não é de aflição.
É só de esperança,
Senhor capitão!

A leve esperança,
A aérea esperança...
Aérea, pois não!


Peso mais pesado



Não existe não




Ah, livrai-me dele,






Senhor capitão!

terça-feira, 2 de março de 2010

Você tem medo de quê?

Pensa-se demais, fala-se de menos
Pensa-se demais, sente-se de menos
Tudo o que se quer é o que não se pode ter
Tudo o que se tem é o que se deixa escapar das mãos
Esquece-se demais, ama-se de menos.
Esconde-se demais, fala-se de menos
Foge-se demais, sente-se de menos
Fecha-se os olhos para ele não brilhar
Esconde-se no medo. Você tem medo de quê?


Ana Braun (26.02.2010, às 18:25h.)