quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Procurando um sol

Modos de ver e pensar o mundo apresentam-se e já não quero o velho sol que não aquece. Quero um novo sol.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dia Especial

Se alguém já lhe deu a mão e não pediu mais nada em troca, pense bem, pois é um dia especial. Eu sei, não é sempre que a gente encontra alguém que faça bem e nos leva desse temporal. O amor é maior que tudo, do que todos, até a dor se vai quando o olhar é natural. Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor. Acordei nesse mundo marginal. Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar que me acalma, me traz força pra encarar tudo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sonhos (in)desejados

Abriu os olhos assustada com o que tinha acabado de ver: era ele, pertinho outra vez. Parecia tão real: a camiseta azul-cor-de-céu com cheirinho do amaciante e o abraço quentinho e apertado. A voz, as palavras, os sentimentos... Tudo parecia real. Então, desejou, por um instante, que fosse real. Como não era, fechou os olhos outra vez, e de pressa, para ver se conseguia encontrá-lo novamente, mas já havia aberto os olhos uma vez, o que foi suficiente para perdê-lo de vista.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Clara, Clarimunda... Ana, Animunda...

O problema em ser foda:
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"Clara, o Carlos tem um caso com a Laurinha. Há alguns meses. Diz que não tem importância e que você é a única mulher na vida para ele. E acredita nisso piamente, podes crer, minha querida, não faz essa cara, te cobro promessa de ouvir sem reações. (...) Deus quebrou a solidão do homem. Eles se sentem tão sozinhos, né, coitados. Mas o que Adão precisava, como homem, era do que fazer. Restava a maçã proibida. Adão comeria, com ou sem Eva. Porque é da natureza do animal a necessidade do desafio. Eva tomou a iniciativa, porque o homem é covarde, levando a culpa. Deus a castigou mais que Adão por solidariedade masculina, não dava crédito à palavra de mulher. Não tem importância quem propôs a maçã. Comê-la foi a única saída dessa violação da natureza humana, no impulso dialético do homem, se você preferir. Deus é um criador incompetente e, como todo incompetente, pôs a culpa na própria incompetência no próximo. Deus não passaria no vestibular de psicologia da PUC. Essa Laurinha veio lá dos cafundós do Judas. Tem quando muito as primeiras letras, o Carlos me disse. Tem menos. Vi notas dela. Escreve 'oje' sem 'h'. O que é instintivamente certo. E nessa certeza instintiva tirou a medida do grupo. O que mais lhes poderia oferecer? Tornou-se indispensável e dócil a esses párias brilhantes, com o rei na barriga, se queixando do exílio interno em que vivem. Laurinha sentiu a maneira de consolá-los, de lhes quebrar a solidão maçante. Deu a todos, menos ao Adauto, que é mais hegeliano que marxista, não acretida em ações isoladas, fora de contexto. Os outros comeram como nós estamos comendo [estavam num restaurante], fome simples, falta do que fazer. Carlos, não. Humilde, suplicante, pediu a 'maçã' de Laurinha. Um prato especial. Manjando a fraqueza de Carlos e o apetite, Laurinha fixou nele, reconhecendo o mais vulnerável. Ele é o mais vulnerável, Clara, você sabe disso. (...) A culpa não é tua, o problema é dele. Te considera um ser superior. Não dá um passo na vida sem te consultar. Um casamento de iguais." (...) "O Carlos civilizado, na tua terminologia, é outra pessoa. Clara é o ideal que procura. Laurinha é a realidade que precisa para um retorno sensorial à infância. Clara é magnífica, é assim que te descreve, perto de quem se sente um lixo. Laurinha, a quem abomina, faz com que se sinta um deus."
Paulo Francis falando por mim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Renovar é viver!

No momento dos fogos eu pedi renovação. Eu quero viver. Eu não posso esperar por um amor que não vem, um amor que me deixa em banho-maria. Eu quero ser plena. E para ser pleno é preciso 100% de tudo. Se eu não tenho 100% de você, eu não quero você. Quero teu sangue, não tua saliva.