sábado, 16 de agosto de 2008

Este post é para você:

Este post é dedicado não apenas aquelas crianças que nos enlouquecem com suas brincadeiras barulhentas, mas principalmente aquelas que há muito tempo perderam a voz. Este post é inteiramente dedicado sua criança interior.
Você certamente já ouviu falar sobre O Pequeno Príncipe, aquele livro francês que conta a história de um aviador que sofre uma queda em pleno Saara. Inebriado pela sede e pelo desespero, este homem tem um encontro com um garoto de outro planeta, mas tudo não passa de uma visão provocada pelas ilusões do deserto.

Certo? Errado!

Como diria nosso principezinho: "as pessoas grandes não entendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora explicando".
Se você já leu O Pequeno Príncipe (Exupéry, 1943), e resume toda a história dessa forma, então na verdade você não entendeu nada. Se você ainda não leu, chegou a hora certa para tal.
A obra infantil é o livro mais vendido no mundo e o segundo mais traduzido, só perdendo para a Bíblia. São mais de oitenta milhões de exemplares vendidos em mais de cento e sessenta idiomas e dialetos.
Por ter poucas páginas e várias ilustrações, escondem em suas entrelinhas um dos conteúdos mais poéticos e filosóficos de toda a literatura mundial. São sábias palavras infantis puxando nossas orelha a todo instante. Não estranhe se você se sentir meio cego durante a leitura, pois "só se vê bem com o coração".
O Pequeno Príncipe nos ensina a valorizar aquilo que está muito próximo, através da arte da sensibilidade. E, principalmente, a abrir o coração para enxergar que as coisas mais belas da vida são as mais simples.
As teorias sobre amizade, generosidade e respeito são postas em prática por um garotinho que é fiel a uma rosa, e aí percebemos que nada é impossível. Definitivamente fica provado que tamanho nunca foi documento.
"O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino." (Amélia Lacombe).

Leia O Pequeno Príncipe em http://home.kc.rr.com/slyon/por.html