domingo, 13 de janeiro de 2008

(01/10/06)

A ansiedade, o frio na barriga, tremedeiras e demais sintomas se apresentaram.
Não era amor, nem nada. Era algo mais forte, sublime e supremo, porém indefinível e quem ninguém nunca conseguirá descrever.
O inesperado tornou-se premeditado, muito desejado e finalmente realizado.
O sabor da expectativa já não existia mais, só existia o da troca mútua, do querer e do sentir.
As almas se envolveram por um momento, esqueceram dos deveres e passaram aos prazeres e foi aí que tudo realmente se encaixou, se entendeu e se completou.
Aquelas vontades foram recíprocas: explodir e reviver, diminuir e crescer, desquerer e querer pra si novamente.
Naquele momento, o esdrúxulo passou a ser comum, lindo e perfeito.
Sentiu-se que o abominável era tão normal quanto aceitável por todos.
Amou e, no instante seguinte, acabou.
Era efêmero e ao mesmo tempo eterno...
Na lembrança, na distância e na vontade de reviver.

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